sábado, 26 de março de 2011

ThinkPad X100e : um netbook de respeito

A série Thinkpad foi criada em 1992 pela IBM, e sempre foi reconhecida pelos modelos de alta durabilidade e qualidade de construção acima da média. Desde 2005, como a venda da divisão de computadores pessoais da IBM, os Thinkpads passaram a ser produzidos pela chinesa Lenovo. Um diferencial dessa série é a presença de um trackpoint, um pequeno direcional de alta precisão entre as teclas G, H e B acompanhados pelo botões equivalentes aos do mouse localizados imediatamente abaixo baixo da barra de espaços (Figura 1).

Figura 1: Trackpoint

Lenovo Thinkpad X100e

O modelo que vamos falar hoje é o X100e (Figura 2). Esse modelo trouxe várias novidades para a série Thinkpad. A primeira delas foi a utilização de um processador AMD, em conjunto uma Radeon HD 3200 integrada no chipset.

Figura 2: Lenovo Thinkpad X100e

Outra novidade foram os preços praticados para esse modelo. A série X dos Thinkpads é composta por notebooks ultra-portáteis e por tablets, que geralmente sacrificam os preços em troca de oferecer a maior portabilidade possível. Mas o X100e foi diferente, sendo vendido por valores pouco acima de um netbook de 11' de uso doméstico, porém oferecendo um produto voltado ao mercado empresarial.

Processador

Embora o X100e seja vendido no exterior em versões single e dual core, a única versão disponível oficialmente no Brasil utiliza um Athlon Neo MV-40, da linha voltada a ultra-portáteis da AMD, com seu único núcleo operando no clock máximo de 1.6GHz.

O Athlon Neo MV-40 possui clock similar ao dos Atom existentes para netbooks, porém seu desempenho é superior. Enquanto os Atom foram projetados visando baixo consumo, utilizando execução in-order, o Athlon Neo é derivado diretamente dos Athlon 64, que possuem um desempenho por clock bem mais alto. Mas isso não vem sem preço, enquanto um Atom N450, com video e controladora de memória integrados tem consumo máximo de 5,5W, o MV-40 apresenta consumo de 15W, e o consumo do núcleo gráfico não entra nessa conta, pois está localizado no chipset. 

Chipset e Aceleradora de Vídeo

Falando em chipset, a Lenovo equipou o X100e com o AMD M780G. O principal destaque é a presença de uma Radeon HD 3200, com suporte a DirectX 10 e desempenho 3D muito superior às soluções gráficas oferecidas pela Intel em conjunto com os Atom. Além de uma capacidade 3D que permite rodar jogos antigos com bom desempenho e jogos mais recentes com algumas restrições, a HD 3200 ainda inclui o UVD, que oferece aceleração de vídeos. Um detalhe é que a Lenovo limitou o clock da GPU em 380MHz, quando o padrão seria 500MHz, provavelmente visando controlar o consumo elétrico e a temperatura. Como a memória é compartilhada com a CPU, a diferença de desempenho é bem menor do que a diferença na frequência de operação faria supor.

A capacidade de acelerar vídeos também é outro diferencial em relação à plataforma Atom "pura" (sem nVidia ION ou CrystalHD). O chip gráfico é capaz de acelerar fluxos H.264 (Blu-Ray), MPEG-2 (DVD) e VC-1 (Blu-Ray), inclusive em resolução FullHD (1920x1080). Com isso a CPU fica livre para outras tarefas enquanto o vídeo é exibido. O funcionamento é perfeito ao utilizar o Media Player Classic Home Cinema mesmo em FullHD, mas o mesmo não aconteceu com o Flash Player, que exibiu corretamente em 720p mas a CPU saturou em 1080p. Isso é uma limitação do Flash 10.1 que a Adobe pretende sanar na versão 10.2. Uma recomendação para obter aceleração é utilizar drivers de vídeo atualizados, já que os fornecidos pela Lenovo são antigos e não habilitam o recurso. A melhor solução é baixar o último Catalyst da própria AMD.

Disco Rígido

O disco rígido é convencional, um modelo de 2,5' com 250GB e 5400rpm. No exemplar analisado veio um Hitachi, mas a marca varia conforme o lote, e algumas pessoas receberam modelos com discos Seagate com as mesmas características básicas.

Um diferencial, agora da Lenovo, é o Active Protection System. Em resumo, o X100e possui um sensor de movimentos interno e ao detectar algum deslocamento brusco o disco rígido é desligado (Figura 3). O recurso promete preservar os dados em caso de quedas acidentais, o que é mais que desejável.
Figura 3: Lenovo Active Protection System em ação

Conectividade

O X100 inclui uma interface de rede Gigabit, recurso incomum em um equipamento desse porte, embora seja corriqueiro em modelos voltados ao mercado empresarial. A placa de rede sem fio é do tipo 802.11b/g/n, fabricada pela Realtek, que também fornece a controladora de rede cabeada.

Outro recurso de conectividade sem fio é o Bluetooth 2.1, fornecido por um chip da Broadcom e instalado em uma pequena placa auxiliar. Um detalhe é que por padrão ele vem desativado. Confesso que abri o netbook pra conferir se porventura não haviam esquecido de incluir a plaquinha com Bluetooth, antes de descobrir que era necessário entrar na ferramenta de conectividade de rede da Lenovo e na aba avançada ativar o Bluetooth (Figura 4). Deixar ativo por padrão ou trazer um aviso no Guia do Usuário ajudariam bastante.
Figura 4: Ativação do Bluetooth não é intuitiva

Há também na placa-mãe um slot pra instalação de um modem 3G e um slot pra SIM Card. Ao contrário do que muita gente pensa, esse slot NÃO aceita qualquer placa Mini PCI Express, apenas modens 3G e em especial modelos feitos especificamente para a Lenovo. Considerando que um modem compatível custa mais de 100 dólares no eBay ou 125 dólares na Lenovo norte-americana, é muito provável que esse slot permaneça vazio na maioria dos X100e vendidos em terras tupiniquins, apesar da grande praticidade de um modem interno em relação a um equivalente USB.

Saindo do área de rede, as opções de conectividade se resumem a 3 USBs 2.0, um leitor de cartões SD/MMC, e uma saída VGA. Uma grande falta desse modelo foi não ter integrado uma saída HDMI, que casaria perfeitamente com a capacidade de aceleração de vídeos em alta definição. A porta VGA até suporta 1920x1080, mas a imagem não é tão limpa quanto em uma saída digital, pois o conector VGA está muito próximo do seu limite técnico (maiores informações sobre as interfaces de vídeo podem ser vistas na matéria "Novas Interfaces para os Monitores" publicada na PC&Cia #91 e disponível para download gratuito).

Das 3 portas USB, a porta localizada do lado direito é amarela, para indicar que ele fornece energia mesmo com o computador desligado (mas conectado à tomada), recurso útil para carregar iPods e celulares (Figura 5). Não consigo entender tanto marketing nesse recurso por vários fabricantes, o Asus EEEPC 900 fazia isso em 2008 em suas três portas USB sem nenhum alarde. Imagino que o beneficio seja a compatibilidade com dispositivos "chatos", que só carregam via USB se reconhecerem o equipamento como compatível, como os aparelhos da Apple.
 Figura 5: Conector USB fornece energia com o X100e desligado [Fonte: Zumo/ZTop]

O conector de áudio é do tipo combo fone/microfone, pensado para utilização com headsets. Ainda prefiro conectores independentes, mas parece uma tendência, a maioria dos lançamentos recentes possuem apenas um conector conjugado. De toda forma, o X100e já inclui caixas de som estéreo de boa qualidade e um microfone próximo ao teclado, bem como uma webcam de 0.3MP (640x480) anunciada como de alta sensibilidade à luz.

Expansibilidade

Fato raro em netbook, o X100e possui 2 slots para memória RAM, vindo por padrão com um pente de 2GB e com um slot vago. No caso, aproveitei que tinha 2 pentes de 1GB e substitui o pente original por eles, habilitando dessa forma o Dual Channel. Vale lembre que com esse processador, o Dual Channel só é ativado ao utilizar pentes do mesmo tamanho (tentei com o pente de 2GB e outro de um 1GB e ficou em Single Channel). Como o Windows fornecido é 32 bits, o limite de memória reconhecida pelo sistema são 3GB, então para aproveitar um eventual upgrade para 4GB é necessário substituir o SO por uma versão de 64 bits.

Outra vantagem em relação à maioria dos notebooks é o acesso aos componentes. A tampa traseira pode ser removida quase que completamente, dando acesso facilitado aos slots de memória, slots Mini PCI Express, slot para SIM Card e ao disco rígido (Figura 6). Essa capacidade vem do seu DNA corporativo, ambiente no qual a manutenção dos equipamentos deve ser simplificada, pois equipamento parado é sinônimo de prejuízo.
 Figura 6: Acesso fácil para manutenção [Fonte: Zumo/ZTop]

Tela

A tela é de 11,6', com resolução de 1366x768 (HD) e iluminada por LEDs. Seu acabamento é do tipo fosco, que ainda considero melhor alternativa às telas brilhantes, que acabam refletindo todo o ambiente e acabam dificultando a leitura. Não é a melhor tela do mundo em brilho e contraste, mas de forma nenhuma pode ser considerada ruim, cumprindo bem o seu trabalho.

Teclado

O teclado do X100e aproveita muito bem a largura disponível e oferece teclas com tamanho idêntico ao de um teclado convencional, ao contrário dos netbooks de 10' cujas teclas tem apenas 92% do tamanho tradicional. As teclas são bem espaçadas (Figura 7), similar ao observado em alguns netbooks da Asus e nos MacBooks. O teclado é muito confortável de usar, um dos melhores que já utilizei. A tecla Num Lock foi abolida, o que não chega a ser problema em notebooks sem teclado numérico dedicado.
 Figura 7: Teclas são espaçadas e muito confortáveis [Fonte: Zumo/ZTop]

Um item controverso nos notebooks da Lenovo é o posicionamento das teclas Control e Fn. Tipicamente, a tecla Control é a tecla mais à esquerda da última fileira de teclas, mas a Lenovo (como vários outros fabricantes) colocam a tecla Fn mais à esquerda. Isso causa muitos transtornos, principalmente pra quem alterna entre desktop e notebook e localiza as teclas pela posição no teclado. Felizmente isso não é motivo de crítica nesse modelo em especial, pois através da BIOS é possível inverter o comportamento das duas teclas. Para evitar confusões eu também troquei fisicamente as duas teclas de posição. Apesar de não haver nenhuma instrução de como proceder, com um pouco de paciência e cuidado é possível removê-las sem grandes dificuldades.

Outra tecla que causa transtorno em vários netbooks e notebooks é á tecla ?/. Essa tecla, que no layout ABNT2 fica à esquerda da tecla Shift da direita, é simplesmente abolida por vários fabricantes e mapeada para as combinações AltGr + Q e AltGr + W. Tudo isso porque no layout americano existem 3 teclas entre o M e o Shift da direita, enquanto no ABNT2 existem 4 teclas. Um dos poucos fabricantes que se preocupam com isso é a HP, que reduz a tecla Shift para acomodar a quarta tecla, efetivamente nacionalizando seus notebooks.

A solução escolhida pela Lenovo foi mover a tecla ?/ para a linha debaixo, no lugar ocupado pela tecla Control da direita no layout americano (Figura 8), ao invés de encolher a tecla Shift, que tem um tamanho bem avantajado. Achei a solução bem razoável, inferior à adotada pela HP mas muito superior à nefasta opção de mapear dois caracteres tão utilizadas para atalhos pouco convencionais adotada em vários modelos da Positivo, Acer e Asus, dentre outros. Minha humilde recomendação é evitar a compra de modelos que não tragam uma tecla ?/ dedicada, pois isso demonstra um completo descaso com o povo brasileiro por parte dos fabricantes.
 Figura 8: Disposição do teclado ABNT 2 do X100e [Fonte: Zumo/ZTop]


UltraNav: Touchpad + Trackpoint

Algo que é padrão nos Thinkpads é o UltraNav: um conjunto composto por um touchpad e um trackpoint. O touchpad tem um tamanho bom, ainda mais considerando o tamanho do equipamento. Ele oferece suporte a multitouch, e a superfície tátil fica abaixo do nível da carcaça, evitando toques acidentais. Os botões ficam no limite inferior, são pequenos mas tem toque preciso, além de não enroscarem ao serem pressionados, como tenho visto ocorrer em vários netbooks ultimamente.

O trackpoint é muito preciso, mas confesso que ainda não tenho o costume de utilizá-lo. Por outro lado, os "botões do mouse" dedicados ao trackpoint são uma verdadeira mão na roda, principalmente quando é necessário pressionar um botão mas as mãos estão no teclado ou alguns atalhos, como Control + Botão Esquerdo pra abrir um link em nova aba nos browsers. O posicionamento entre teclas G, H e B não atrapalha a digitação, não tive problemas de pressionar acidentalmente o trackpoint enquanto digitava, opinião compartilhada por diversos usuários de Thinkpads. Se o direcional vermelho não pareceu atrativo, na minha opinião apenas o fato de dispor de botões adicionais próximos ao teclado vale o recurso.

Aspectos Físicos

A carcaça do X100e não possui componentes em liga de magnésio ou fibra de carbono, mas também, pelo preço praticado seria pedir demais. A carcaça é feita em plástico de boa qualidade e fosco, não a ponto de evitar marcas de dedo, mas muito superior aos black piano que vemos em tudo quanto é equipamento hoje em dia. A estrutura é sólida e rígida, não torce facilmente como a de alguns modelos de custo semelhante. Um ponto fraco é que a bateria de seis células fica saliente na parte traseira, mas penso que é melhor assim do que aumentar as dimensões totais do equipamentos apenas para que a bateria ficasse totalmente interna.

Para compensar, a Lenovo parece ter algum problema com LEDs, fazendo um nível de economia injustificado nesse aspecto. Só há LEDs de força, para indicar a carga da bateria e se o equipamento está dormindo ou hibernando. Nada de LED na fonte pra indicar que está energizada, nem para indicar Caps Lock, Num Lock ou que a rede sem fio está ativa. E a cereja do bolo da economia desmedida é a ausência do LED de atividade do disco rígido!!! Parece uma besteira, mas quando o sisema dá aquela leve congelada por conta de alguma atividade intensiva, saber se o disco está sendo acessado permite distinguir se é um travamento momentâneo ou se o sistema simplesmento congelou em definitivo.

Experiência Prática

A experiência de uso é muito boa, no uso geral o desempenho é melhor do que o de um netbook com Atom. O sistema operacional fornecido é o Windows 7 Professional, muito superior à versão Starter, que não deixa sequer trocar o plano de fundo. A escolha do sistema operacional mais completo se deve aos recursos de rede e empresariais, como a capacidade de operar em um domínio de rede. Mais uma vez a veia corporativa dos Thinkpads se mostra presente nesse modelo. O único porém é que a versão fornecida é a de 32 bits, limitando a endereçar um máximo de 3 GB de RAM, exigindo sua substituição caso queria aproveitar um upgrade para 4 GB ou até mesmo 8 GB (como alguns usuários já reportaram funcionar corretamente).

Um aspecto chato é que em algumas situações, sob processamento intenso, o touchpad deixa de responder aos comandos. Aliado à ausência de LED indicativo do acesso ao disco, fica a impressão de que o equipamento travou. Não saberia atribuir um culpado a esse comportamento, mas fica a impressão de que o problema vem do driver do touchpad, pois tipicamento dispositivos como mouse e teclado tem prioridade dentro do SO ao realizarem alguma operação, mas parece que o driver do UltraNav não aproveita desse recurso. Não é o fim do mundo, só se manifesta em raras situações, como ao instalar um novo aplicativo, mas não deixa de incomodar quando se manifesta.

Um dos pontos mais criticados pelos usuários e avaliadores está no aquecimento, e tenho que concordar, o conjunto esquenta bastante. A parte superior não fica quente, apenas a parte à esquerda do touchpad fica levemente morna, por conta da memória RAM que está instalada logo abaixo. A parte inferior esquenta bastante, principalmente na parte central (onde fica o north bridge com a GPU integrada) e na região esquerda. Em uso normal o aquecimento não chega a ser grave, podendo ser utilizado no colo, se for rodar algo pesado, como um jogo ou um vídeo sem aceleração da GPU, a parte inferior tende a ficar bem quente, e em casos extremos a temperatura pode incomodar. O conjunto MV-40 + M780G está longe de ser a opção mais econômica para equipamentos ultraportáteis, e isso se reflete nas temperaturas de operação.

A temperatura interna acompanha o aquecimento observado. Em condições extremas cheguei a registrar temperaturas acima dos 80°C, embora fiquem entre 50 e 65°C em uso normal, o que está dentro do normal para dispositivos móveis. O ar expelido pela saída na lateral esquerda geralmente sai morno, mas em uso intensivo a temperatura sobe bastante, a ponto de não ser possível ficar muitos tempo com a mão próxima à saída. É interessante notar que o disco rígido não é influenciado pelas temperaturas de outros componentes, operando em temperaturas abaixo de 45°C. Vale lembrar que essas tomadas foram feitas em plano verão paulistano, com temperatura ambiente nem um pouco amena.

O consumo elevado também afeta a autonomia. Mesmo com uma bateria de 6 células e 56 Wh, a autonomia em uso normal é de cerca de 3 a 4 horas. Por padrão, ao operar na bateria, o clock fica limitado à freqüência mínima (800 MHz), o que degrada o desempenho geral. Felizmente é fácil alterar essa opção, porém isso sacrifica o consumo de baterias, resultando nos valores que apresentei acima. Está longe do que um Atom oferece com uma bateria dessa capacidade, mas é bem próximo a um Atom com bateria de 3 células ou a um Atom + ION com bateria de 6 células.

Preço

O preço inicial desse modelo era de R$1999,00, o que o tornava restrito ao mercado corporativo, que sabe valorizar/aproveitar os diferenciais de um notebook empresarial. Porém no início do ano, com a época das liquidações, parece que a Lenovo resolveu desovar os estoques, oferecendo o X100e por preços abaixo de R$1000,00, sendo que em alguns momentos o preço chegou a ultrapassar a barreira do R$800 no Carrefour. Quando escrevo essa resenha, o valor praticado pelo Carrefour é de R$999, enquanto é possível encontrar na Kabum! por R$999 no cartão, que chega a R$849 quando o produto é pago no boleto bancário.

Não existe razão oficial para o valor reduzido, a impressão inicial é de que o modelo não vendeu muito bem por aqui. Isso deve ser verdade, uma vez que os preços praticados restringiam o mercado consumidor de forma significativa. Mas talvez a principal razão razão seja o anúncio do X120e na CES 2011, que é um upgrade do X100e (a carcaça é praticamente idêntica), mas que traz internamente as novas APUs Fusion da AMD, com um núcleo gráfico ainda melhor que a HD 3200 e com gerenciamento enérgito aprimorado, o que deve reduzir o aquecimento observado na parte inferior do X100e. Também foi acrescentada uma porta HDMI, e bateria deverá durar bem mais por conta do conjunto mais econômico. A nova versão deve começar a aparecer nos Estados Unidos e Europa ainda em fevereiro, mas não há previsões para o Brasil.

Conclusão

O X100é um bom equipamento, oferecendo desempenho similar ao conjunto Atom Dual Core + ION, mas com custo similar aos equipamentos com Atom Single Core + GPU Intel, que possuem desempenho geral muito inferior.

O único ponto negativo é o consumo elétrico, que se traduz em um equipamento que opera bem mais quente que as soluções Atom e cuja bateria de 6 células oferece uma autonomia similar a um Atom com bateria de 3 células. Seu sucessor, o X120e, parece ter resolvido esses dois problemas, mas ainda não há uma previsão de quando estará disponível no Brasil nem o valor a ser praticado.

Considerando que pelo preço dele o que se encontra no mercado brasileiro são netbooks Atom de 10' com GPU Intel e bateria de 3 células, o X100e é uma boa opção de compra, ainda mais considerando sua robustez e já vir com Windows 7 Professional.

Pontos Fortes
  • Construção sólida
  • Excelente teclado
  • UltraNav (TouchPad + TrackPoint)
  • Acesso facilitado para manutenção
  • Vídeo integrado de ótimo desempenho
  • Aceleração na GPU de filmes H.264, MPEG-2 e VC-1
  • Desempenho superior ao Atom sem ION
  • Windows 7 Professional
Pontos Fracos
  • Duração da bateria abaixo da média dos netbooks
  • Aquecimento excessivo sob uso intenso
  • Ausência de LEDs para indicação do WiFi e do acesso ao disco rígido
  • Ausência de interface HDMI
  • Windows 32 bits (máximo de 3GB de RAM acessíveis)
Outras Referências

2 comentários:

Paulo Bergamo disse...

Parabéns por suas conclusões, sóbrias e realistas; apenas uma dúvida: notebooks, e em especial o netbook X-100-e, é passível de substituir o processador? Agradeço possível resposta para bergamo.paulo@gmail.com

Diego Pagliarini Vivencio disse...

Infelizmente não, a CPU é soldada nele, a aqui no Brasil só venderam o modelo com o MV-40.

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